1. Resumo
- Preço: a ação negociava perto de 178 USD a 16 de outubro, junto do topo do intervalo das últimas 52 semanas (111,18 a 178,69 USD), com uma capitalização de cerca de 732 mil milhões de USD (Financial Modeling Prep, 16 out 2026).
- Resultados: o lucro do 2.º trimestre foi de 14,5 mil milhões de USD. Para o 3.º trimestre, a empresa sinalizou +4,5 mil milhões na refinação e −1,3 mil milhões no upstream, face ao 2.º. Os resultados completos saem a 30 de outubro.
- Analistas: estão divididos entre “comprar” e “manter”. O preço-alvo médio ronda 173 a 175 USD, ligeiramente abaixo do preço atual.
2. O que é
A ExxonMobil é uma das maiores petrolíferas integradas do mundo, sediada nos EUA. Explora e produz petróleo e gás, refina combustíveis e fabrica produtos químicos e lubrificantes. Reporta em quatro segmentos: Upstream, Energy Products, Chemical Products e Specialty Products. Em 2025, produziu cerca de 3,3 milhões de barris de líquidos e 8,4 mil milhões de pés cúbicos de gás por dia (Morningstar/InvestSmart). A Bloomberg descreve o seu sistema de refinação como o maior fora da China. Os ativos de crescimento mais destacados são o Permian (EUA) e a Guiana.
Facto: a mudança de domicílio de Nova Jérsia para o Texas ficou concluída a 1 de julho de 2026. A ExxonMobil Holdings Corporation é agora a sociedade-mãe cotada, o ticker XOM não mudou e os acionistas não precisaram de fazer nada (Kalkine, 1 jul 2026).
3. Situação atual
Resultados do 2.º trimestre de 2026 (factos, 31 jul 2026):
- O lucro foi de 14,5 mil milhões de USD (3,48 USD por ação). Excluindo itens extraordinários, foi de 14,7 mil milhões (3,52 USD por ação). No 1.º trimestre, o lucro tinha sido de 4,2 mil milhões.
- O cash flow operacional foi de 23,6 mil milhões e o cash flow livre de 17,2 mil milhões.
- As distribuições a acionistas somaram 9,4 mil milhões: 4,3 mil milhões em dividendos e 5,1 mil milhões em recompras.
- A dívida líquida desceu mais de 7 mil milhões, segundo a teleconferência de resultados.
- A produção no Permian atingiu um recorde, acima de 1,8 milhões de barris equivalentes por dia. A empresa perdeu temporariamente cerca de 10% da produção upstream por causa da disrupção no Médio Oriente.
- A receita foi de 114,5 mil milhões de USD e a margem líquida de cerca de 12,7%, segundo a Indmoney (cálculo sobre os mesmos números).
- A empresa indica 16,3 mil milhões de USD de poupanças estruturais de custos acumuladas.
Pré-anúncio do 3.º trimestre (16 out 2026, ficheiro à SEC, via Reuters): a refinação poderá somar mais 4,5 mil milhões de USD face ao 2.º trimestre, graças às margens elevadas. O upstream poderá perder 1,3 mil milhões, porque o Brent médio caiu cerca de 5,6%. A venda de alguns ativos upstream deverá acrescentar 700 milhões. A empresa não reportou perdas de volume ligadas à guerra no Irão. Segundo a Bloomberg, o consenso aponta para um lucro de refinação de cerca de 7,8 mil milhões, o que seria um máximo histórico.
Avaliação: as fontes divergem e o P/E dos últimos 12 meses é distorcido pelos lucros fracos do 1.º trimestre. A Digrin indica um P/E de cerca de 25,5 a 161,52 USD (data não indicada). Não encontrei um P/E a prazo fiável para o preço atual.
Dividendo: 1,03 USD por trimestre (4,12 USD anualizados). O último pagamento foi a 10 de setembro de 2026 (Hargreaves Lansdown). A rendibilidade anda perto de 2,4% (Pluang, 17 out 2026). O anúncio do dividendo do 4.º trimestre não estava confirmado nas fontes consultadas.
Desempenho passado
Retorno total anual em USD, com dividendos reinvestidos. Fonte: totalrealreturns.com. O valor de 2026 é acumulado até 3 de setembro de 2026.
O ano de 2020 reflete a queda do petróleo na pandemia, e 2021 e 2022 a recuperação e o salto dos preços da energia. O ganho de 2026 está associado à guerra no Irão e às restrições no Estreito de Ormuz, que fizeram a ação ter, em março, o melhor trimestre da sua história, segundo a Robinhood. Outras fontes dão valores ligeiramente diferentes para 2022 (por exemplo, 87,41%), por diferenças de metodologia.
4. O que dizem os analistas
Opiniões de analistas (não são factos): as agregadoras não coincidem, por usarem amostras e metodologias diferentes.
- ChartMill (10 out 2026): 30 analistas e consenso “Comprar”. O preço-alvo médio é 174,78 USD, o mediano 176,46, o mínimo 143,42 e o máximo 210,00.
- Financhill (8 out 2026): 25 analistas, com 9 a recomendar compra, 16 a recomendar manter e nenhum a recomendar venda. Consenso “Manter” e preço-alvo médio de 173,41 USD.
- MarketBeat (via The Stock Observer, 16 out 2026): consenso “Manter” e preço-alvo médio de 165,13 USD. Esta fonte regista também um alvo de 90 USD do HSBC (25 set), muito abaixo dos restantes e convém confirmar.
Movimentos recentes (16 out 2026 e anteriores):
- A Morgan Stanley subiu o alvo de 177 para 185 USD, mantendo “overweight”.
- A Goldman Sachs (Neil Mehta) tem um alvo de 169 USD, cerca de 4,7% abaixo do preço da altura.
- O RBC tem “sector perform” com alvo de 180 USD (21 set), e o Barclays “overweight” com alvo de 177 USD (17 ago).
Argumentos otimistas: margens de refinação em máximos, produção recorde no Permian, projetos na Guiana (a quinta unidade FPSO deverá arrancar no 4.º trimestre de 2026, com mais 250 mil barris por dia de capacidade), poupanças de custos e retorno elevado aos acionistas. Segundo a TIKR (24 jul 2026), o ritmo de recompras previsto para 2026 é de 20 mil milhões de USD.
Argumentos pessimistas: a ação já negoceia acima de vários alvos (por exemplo, o da Goldman), as margens de refinação são cíclicas, o petróleo desceu no 3.º trimestre e há pressão política sobre os lucros do setor.
5. Cenários (ilustrativos, não são previsões)
Os valores seguintes não são projeções minhas. Usam o mínimo, a média e o máximo dos preços-alvo da ChartMill (10 out 2026), comparados com 178,03 USD (preço de 16 out 2026, Financial Modeling Prep).
| Cenário | Preço-alvo | Variação vs 178,03 USD | Condições associadas |
|---|---|---|---|
| Otimista | 210,00 USD | +18,0% | Margens de refinação e petróleo elevados durante vários trimestres |
| Base | 174,78 USD | −1,8% | Média dos analistas, com normalização gradual |
| Pessimista | 143,42 USD | −19,4% | Fim da disrupção no Médio Oriente e queda do petróleo e das margens |
6. Principais riscos
- Preço do petróleo e do gás: o Brent médio já caiu cerca de 5,6% no 3.º trimestre, e uma resolução do conflito no Golfo Pérsico poderia reduzir os preços.
- Ciclicidade da refinação: as margens atuais resultam de choques de oferta (guerra no Irão e ataques a refinarias russas) e podem não durar.
- Geopolítica e operações: no 2.º trimestre a empresa perdeu temporariamente cerca de 10% da produção upstream devido ao Médio Oriente.
- Risco político e regulatório: o Presidente Trump queixou-se em agosto de que a Exxon e a Chevron ganhavam “demasiado dinheiro”, e há eleições intercalares em novembro.
- Avaliação: a ação está perto de máximos e acima de alguns preços-alvo de analistas.
- Itens extraordinários: o 2.º trimestre incluiu 1,08 mil milhões de USD de imparidades.
- Transição energética e política climática: afetam a procura de longo prazo.
- Risco cambial: para um investidor na Europa, a ação cota em USD, pelo que a rentabilidade em euros depende também do câmbio.
7. Fontes
- ExxonMobil, resultados do 2.º trimestre de 2026 (Nasdaq, 31 jul 2026)
- ExxonMobil, 8-K com fatores de mercado do 3.º trimestre (SEC, 16 out 2026)
- Reuters, via BOE Report (16 out 2026)
- Bloomberg, via The Edge Malaysia (17 out 2026)
- Transcrição da teleconferência do 2.º trimestre (Investing.com, ago 2026)
- Oil & Gas Journal, resultados do 2.º trimestre (ago 2026)
- Financial Modeling Prep, preço e alvo da Goldman Sachs (16 out 2026)
- ChartMill, consenso de analistas (10 out 2026)
- Financhill, consenso de analistas (8 out 2026)
- The Stock Observer / MarketBeat, alvo da Morgan Stanley (16 out 2026)
- Insider Monkey, Morgan Stanley (ago 2026)
- Total Real Returns, retornos anuais com dividendos reinvestidos (dados até 3 set 2026)
- Hargreaves Lansdown, histórico de dividendos (consultado a 19 out 2026)
- Pluang, preço e rendibilidade do dividendo (17 out 2026)
- Kalkine, mudança de domicílio para o Texas (1 jul 2026)
- InvestSmart / Morningstar, perfil da empresa (consultado a 19 out 2026)
- TIKR, recompras e contexto (24 jul 2026)
- Robinhood, melhor trimestre de sempre em março (31 mar 2026)
- Indmoney, receita e margem líquida do 2.º trimestre (consultado a 19 out 2026)
- Digrin, indicadores de avaliação (consultado a 19 out 2026)
Aviso: informativo, não constitui aconselhamento financeiro. Rentabilidades passadas não garantem resultados futuros. Esta análise foi efetuada com o apoio de Inteligência Artificial




