O preço do petróleo subiu esta semana para o nível mais alto desde outubro, impulsionado por temores de tensão no Médio Oriente e fatores climáticos. O West Texas Intermediate ganhou quase 3% para mais de US$62 por barril, enquanto um índice do dólar caiu para mínimos de quatro anos, tornando as matérias-primas mais atraentes para investidores. A presença militar norte-americana ampliada perto do Irão e a incerteza sobre políticas económicas dos EUA contribuíram para o aumento do preço.
Investidores também monitorizaram o impacto de uma forte tempestade de inverno nos Estados Unidos, que reduziu parte da produção de gás natural e condicionou algumas refinarias, acrescentando pressão aos mercados. Apesar de algumas melhorias na oferta, como a reabertura de terminais no Cazaquistão, a produção total ainda está abaixo dos níveis normais, limitando a queda dos preços
No plano geopolítico, a retórica do Presidente Trump sobre um possível envolvimento militar no Irão e o envio de uma “armada” naval criaram um prémio de risco nos mercados, refletido também numa subida das opções bullish no mercado futuro. A fraqueza do dólar e a manutenção de cortes na produção de alguns produtores reforçam a tendência de alta, num contexto em que as expectativas sobre oferta global permanecem voláteis.






